Nossa busca começou tentando encontrar uma forma de espaçar as gestações. No caminho, descobrimos que conhecer o ciclo exigia muito mais do que contar dias — e que esse aprendizado também mudaria a maneira como vivíamos o casamento. Anos depois, essa mesma experiência acabaria dando origem ao Natus.
Há escolhas que parecem simples quando começam.
Quando minha esposa e eu decidimos que não queríamos utilizar preservativo, a alternativa que encontramos naquele momento foi o anticoncepcional.
Parecia uma solução prática para um casal que desejava espaçar uma gravidez.
Com o passar do tempo, porém, começaram a surgir questões que nos fizeram olhar novamente para aquela decisão.
Minha esposa passou a enfrentar episódios de enxaqueca e problemas relacionados a varizes. Vieram consultas, dúvidas e investigação.
Não tínhamos conhecimento médico para afirmar, por conta própria, que determinada condição era causada pelo medicamento. Mas toda aquela experiência nos levou a perguntar se o anticoncepcional continuava sendo a melhor escolha para nós.
Foi o início de uma busca por outra forma de viver o planejamento familiar.
A famosa tabelinha
Nossa primeira tentativa provavelmente é conhecida por muita gente.
A tabelinha.
Datas, contas, estimativas e a expectativa de que o próximo ciclo seguiria aproximadamente o comportamento dos anteriores.
Durante um período, foi assim que procuramos nos organizar.
Na prática, tratávamos o ciclo quase como um calendário: alguns dias pareciam mais seguros, outros menos, e tentávamos tomar nossas decisões a partir dessas contas.
Hoje, olhando para trás, consigo perceber o quanto aquilo era diferente do que aprenderíamos depois.
Mas, naquela época, era aquilo que conhecíamos.
E também representava uma primeira tentativa de assumir juntos a responsabilidade pelo planejamento da nossa família.
Depois do nosso primeiro filho, conhecemos algo diferente
Foi depois do nascimento do nosso primeiro filho que fomos apresentados ao Método de Ovulação Billings®.
Até então, eu sabia muito pouco sobre reconhecimento da fertilidade.
E confesso que provavelmente tive a mesma reação que muitas pessoas têm quando ouvem falar pela primeira vez:
“Mas isso não é simplesmente outra tabelinha?”
Logo descobri que não.
A proposta não era tentar prever o que aconteceria naquele mês apenas contando dias de ciclos anteriores.
Minha esposa precisava aprender a observar o próprio corpo e reconhecer aquilo que acontecia ao longo do ciclo.
E nós precisaríamos aprender juntos a lidar com essas informações.
Como casal católico, havia também outra dimensão importante nessa decisão.
Naquele momento, vasectomia e outros métodos contraceptivos que, pela nossa compreensão da fé, não desejávamos utilizar não estavam entre os caminhos que considerávamos.
Queríamos encontrar uma forma de espaçar as gestações que também fosse coerente com aquilo que acreditávamos.
Foi assim que começamos.
O início foi muito mais difícil para mim do que eu imaginava
Hoje é fácil escrever:
“Começamos a utilizar o método.”
Viver esse começo foi muito diferente.
Primeiro existia uma dificuldade de compreensão.
Havia observações, registros e regras que precisavam ser entendidos.
Não bastava olhar para um calendário e contar alguns dias.
Minha esposa precisava aprender a observar.
Eu precisava aprender a compreender aquilo que ela estava observando.
E nós dois precisávamos entender como aquelas informações fariam parte das nossas decisões como casal.
No começo, tudo parecia exigir muito mais atenção do que eu imaginava.
Mas havia também dificuldades que não estavam propriamente nas regras.
Compartilhar nossa intimidade com pessoas que havíamos acabado de conhecer
Para aprender corretamente, precisávamos de acompanhamento.
E isso significava compartilhar informações que, até então, pertenciam praticamente só a nós dois.
Observações do ciclo.
Relações conjugais.
Dúvidas.
Situações íntimas da nossa vida matrimonial.
Intelectualmente, eu entendia por que aquele acompanhamento era necessário.
Na prática, não era simples.
Nós havíamos acabado de conhecer aquelas pessoas e, de repente, precisávamos abrir uma dimensão extremamente privada da nossa vida.
Havia constrangimento.
Havia sensação de exposição.
E havia aquele pensamento natural:
“Até onde precisamos contar?”
ou:
“Como essa pessoa vai receber uma informação tão íntima sobre nós?”
Para mim, aquilo exigiu confiança.
E confiança não aparece automaticamente porque alguém passou a ser nosso instrutor.
Ela foi sendo construída.
À medida que entendíamos melhor o processo, conhecíamos quem nos acompanhava e percebíamos o respeito com que aquelas informações eram tratadas, o desconforto diminuía.
Mas essa experiência ficou guardada em mim.
Talvez por isso, anos depois, algumas perguntas tenham se tornado tão importantes quando comecei a pensar no Natus:
Quem pode acessar essas informações?
O acesso precisa ser permanente?
A pessoa sabe claramente o que está compartilhando?
Ela pode retirar esse acesso quando desejar?
Naquela época eu não pensava em arquitetura de software, permissões ou privacidade digital.
Eu apenas estava aprendendo, como esposo, que informações sobre fertilidade, saúde e vida íntima merecem um cuidado especial.
E havia a abstinência
Para mim, porém, a dificuldade maior provavelmente foi outra.
A abstinência.
Isso merece ser dito porque às vezes o planejamento familiar é apresentado de maneira tão técnica que parece haver um botão que o casal simplesmente aperta.
Não há.
Eu era esposo.
Amava e desejava minha esposa.
E, em determinados momentos, a escolha que havíamos feito exigia justamente esperar quando eu não queria esperar.
No papel, uma regra pode caber em poucas linhas.
Dentro de um casamento, ela envolve desejo, expectativa, frustração, diálogo e autocontrole.
Houve momentos em que achei difícil.
Houve momentos em que gostaria que tudo fosse mais simples.
E houve momentos em que compreender intelectualmente uma regra não tornava necessariamente fácil vivê-la.
Essa parte da história também é real.
Não quero apresentar nossa experiência como se tudo tivesse sido simples, leve e perfeitamente compreendido desde o começo.
Não foi.
Nós fomos aprendendo.
O ciclo deixou de ser apenas “um assunto dela”
Foi justamente nesse processo que alguma coisa começou a mudar entre nós.
Antes, era muito fácil transformar o planejamento familiar em uma responsabilidade praticamente feminina.
Ela tomava o medicamento.
Ela acompanhava o ciclo.
Ela lidava fisicamente com grande parte das consequências das decisões que eram nossas.
Ao começarmos a viver o método como casal, isso começou a mudar.
Eu precisava saber em que momento do ciclo estávamos.
Precisava entender aquilo que ela estava observando.
Precisava participar das decisões.
E precisava também assumir parte das renúncias que essas decisões poderiam exigir.
O ciclo continuava sendo o ciclo dela.
Mas o planejamento da nossa família passou a ser claramente nosso.
Para mim, essa foi uma mudança importante.
Ela passou a conhecer melhor o próprio ciclo. E eu passei a conhecê-la melhor.
Com o tempo, aquilo que no começo parecia uma grande quantidade de informações e regras começou a fazer mais sentido.
Minha esposa passou a reconhecer com maior atenção aquilo que acontecia em seu próprio corpo.
Mudanças que anteriormente poderiam simplesmente passar despercebidas começaram a ser observadas.
E eu, acompanhando esse processo, também passei a compreender melhor aquilo que ela vivenciava ao longo do ciclo.
Não quero romantizar.
Conhecer melhor o ciclo não eliminou dificuldades do casamento.
E a abstinência não se tornou magicamente fácil porque entendíamos melhor o método.
Mas aquela experiência criou conversas que provavelmente não existiriam da mesma maneira antes.
Precisávamos falar.
Precisávamos decidir juntos.
Precisávamos aprender a esperar juntos.
E pouco a pouco percebi que aquilo que inicialmente enxerguei quase apenas como uma restrição estava nos obrigando a desenvolver algo muito maior:
responsabilidade compartilhada.
Até que usamos o mesmo conhecimento com um objetivo diferente
Durante uma parte da nossa caminhada, utilizávamos aquilo que havíamos aprendido porque queríamos espaçar uma nova gravidez.
Mas, há cerca de oito anos, tomamos outra decisão.
Queríamos um segundo filho.
Foi uma experiência interessante porque aquilo que havíamos aprendido enquanto buscávamos espaçar uma gestação passou a fazer parte de outra etapa da nossa família.
Dessa vez, acompanhávamos o ciclo desejando a gravidez.
Utilizamos o conhecimento que tínhamos adquirido sobre as observações do ciclo enquanto buscávamos a concepção.
E tivemos a enorme alegria de conceber nosso segundo filho.
Não digo isso como uma promessa de resultado para outras pessoas.
Cada casal possui sua própria história e existem muitos fatores envolvidos numa gravidez.
Mas, para nós, foi uma experiência marcante.
O mesmo conhecimento do ciclo que anteriormente fazia parte das nossas decisões quando desejávamos esperar também esteve presente quando decidimos acolher uma nova gravidez.
“Isso é tabelinha”
Quase dez anos depois, ainda encontro reações bastante parecidas quando compartilho nossa experiência.
Uma das mais comuns é:
“Isso é tabelinha.”
Às vezes vem uma pequena concessão:
“É uma tabelinha avançada.”
E existe também a brincadeira:
“Daqui a nove meses você me conta se funciona.”
Hoje eu normalmente escuto isso com tranquilidade.
Consigo entender a associação.
Para quem conhece apenas métodos baseados em calendário, qualquer maneira natural de acompanhar a fertilidade pode parecer apenas uma tentativa de encontrar quais dias seriam “seguros”.
Mas essa não foi nossa experiência.
Contar dias esperando que o próximo ciclo reproduzisse os anteriores e observar aquilo que efetivamente acontecia no ciclo atual foram experiências bastante diferentes para nós.
Talvez seja justamente por isso que ache tão difícil resumir esses anos numa frase.
Não foram dez anos fazendo contas.
Foram anos aprendendo a observar, registrar, conversar e tomar decisões.
Também encontramos outras interpretações entre católicos
Há outra conversa que aparece com frequência.
Conheço pessoas que compartilham da mesma fé católica, mas entendem de maneira diferente alguns ensinamentos da Igreja sobre planejamento familiar.
Algumas utilizam outros métodos para espaçar as gestações e apresentam suas próprias razões e interpretações para essas escolhas.
Não escrevo nossa história para julgá-las.
Nem acredito que um testemunho pessoal precise se transformar em discussão sobre a vida dos outros.
Posso apenas falar daquilo que nós escolhemos viver.
Dentro da maneira como compreendemos nossa fé e nosso matrimônio, decidimos seguir esse caminho.
E, olhando para trás depois de tantos anos, percebo que ele acabou trazendo para nossa relação coisas que eu não imaginava quando começamos.
Durante algum tempo, praticamente carregávamos tudo na cabeça
Há uma curiosidade nessa história.
Depois de tantos anos, chegamos a um momento em que praticamente aplicávamos aquilo que havíamos aprendido de memória.
Conversávamos.
Sabíamos aproximadamente o contexto do ciclo.
Tomávamos nossas decisões.
Mas nem sempre mantínhamos um registro organizado.
Até que, certa vez, minha esposa procurou uma ginecologista católica que também atua como instrutora e palestrante do método.
Durante a consulta, ela entregou à minha esposa uma tabela.
A orientação era preencher os registros e levá-los no próximo encontro.
Quando chegou em casa, minha esposa olhou para mim e fez uma pergunta muito simples:
“Você tem algum aplicativo para eu registrar isso?”
A pergunta ficou na minha cabeça.
Minha primeira reação não foi:
“Vamos procurar um.”
Foi:
“Eu posso construir um.”
Na verdade, aquela ideia já tinha quase dez anos
O mais curioso é que a ideia não nasceu naquele momento.
Quando começamos a utilizar o método, quase dez anos antes, o cenário dos aplicativos móveis era bastante diferente do que existe hoje.
Eu já havia pensado em construir alguma coisa que ajudasse nesse acompanhamento.
Cheguei inclusive a começar a estudar uma linguagem de programação especificamente porque queria tentar criar uma ferramenta desse tipo.
Mas naquele momento eu ainda não tinha experiência suficiente.
Comecei.
Estudei.
Encontrei as dificuldades naturais de quem estava aprendendo.
E não consegui transformar a ideia num produto funcionando.
O projeto parou.
Mas a ideia ficou guardada.
“Mas se já existem aplicativos, por que criar outro?”
Essa é uma pergunta totalmente justa.
Hoje existem muitos aplicativos de ciclo, fertilidade e saúde feminina.
Então por que não simplesmente utilizar algum deles?
Para mim, a resposta está no nicho e no propósito.
Eu gosto de construir produtos pensando primeiro naquilo que eles precisam respeitar.
Existem excelentes aplicativos criados para públicos muito amplos e depois adaptados para diferentes culturas, crenças e necessidades.
É uma abordagem legítima.
Mas eu queria experimentar o caminho contrário.
Queria partir de uma realidade específica que eu conhecia por experiência própria.
Uma realidade em que fé, casamento, fertilidade, intimidade, acompanhamento e registro estavam conectados.
Minha preocupação não era criar um aplicativo que dissesse à mulher aquilo que ela deveria concluir sobre seu ciclo.
Era criar uma ferramenta que respeitasse aquilo que ela havia observado.
Que registrasse.
Que organizasse.
Que preservasse o histórico.
Que pudesse funcionar quando não houvesse conexão.
Que permitisse a participação do esposo.
Que possibilitasse compartilhar o acompanhamento com um instrutor quando o casal desejasse.
E que tratasse aquelas informações íntimas com o cuidado que eu gostaria de ter encontrado quando nós mesmos começamos essa caminhada.
Minha fé católica faz parte dessa maneira de pensar.
Isso não significa que o Natus tenha sido criado exclusivamente para católicos ou que alguém precise compartilhar das nossas crenças para utilizá-lo.
Significa que, naquilo que eu construo, gosto de partir de alguns princípios e permanecer fiel a eles.
Dez anos depois, eu finalmente conseguia construir aquilo que havia imaginado
Quando minha esposa fez aquela pergunta sobre o aplicativo, a velha ideia voltou.
Só que dessa vez alguma coisa havia mudado.
Eu já tinha mais experiência.
Já havia desenvolvido outros produtos.
Já conhecia melhor o processo de transformar uma necessidade em interface, dados, regras, permissões e funcionalidades.
Aquilo que não consegui construir anos antes finalmente parecia possível.
Então comecei.
O que poderia ter sido apenas uma pequena ferramenta para nossa própria casa começou a crescer.
Registro diário.
Histórico.
Ciclos.
Gráfico.
Funcionamento offline.
Sincronização.
Participação do esposo.
Acompanhamento por instrutor.
Relatórios.
Privacidade.
Controle de acesso.
Possibilidade de retirar uma autorização concedida anteriormente.
E, durante o desenvolvimento, uma decisão permaneceu no centro do produto:
o Natus deveria registrar aquilo que a pessoa informa, sem assumir para si a tarefa de interpretar automaticamente sua fertilidade.
Algumas escolhas do Natus nasceram da nossa própria experiência
Quando decidimos que o acesso de outra pessoa ao acompanhamento deveria depender de autorização, isso não era para mim apenas uma funcionalidade.
Eu lembrava do desconforto que senti quando tivemos que compartilhar detalhes íntimos da nossa vida com pessoas que ainda estávamos começando a conhecer.
Quando pensamos na possibilidade de revogar esse acesso, eu também pensava nisso.
Quando decidimos que o registro deveria permanecer associado àquilo que a pessoa realmente informou, havia uma razão.
Quando optamos por não colocar no aplicativo uma previsão automática dizendo quando uma mulher estaria fértil ou quando teria ovulado, havia outra.
O Natus foi se tornando um produto digital.
Mas muitas de suas decisões nasceram de uma experiência que começou muito antes da primeira linha de código.
Não foi apenas aprender um método
Hoje, quando penso nesses quase dez anos, a parte mais importante dessa história provavelmente não está numa regra.
Também não está num gráfico.
E não está em decorar determinados conceitos.
Está no que o processo exigiu de nós.
Minha esposa aprendeu a conhecer melhor seu próprio ciclo.
Eu precisei aprender que planejamento familiar não era uma responsabilidade que poderia simplesmente deixar sobre os ombros dela.
Precisamos conversar.
Precisamos compreender.
Precisamos esperar.
Em alguns momentos, precisamos renunciar.
Também precisamos aprender a confiar em outras pessoas o suficiente para pedir ajuda e orientação, sem perder de vista que aquela intimidade continuava pertencendo a nós.
E tivemos a alegria de, em outro momento da nossa vida, utilizar aquilo que havíamos aprendido enquanto desejávamos receber um novo filho.
Não foi uma trajetória perfeita.
Foi uma trajetória real.
Com dúvidas.
Dificuldades.
Aprendizado.
E amadurecimento.
Talvez seja justamente por isso que, quando alguém reduz tudo à palavra “tabelinha”, eu perceba como é difícil transmitir em poucas palavras aquilo que vivemos.
Porque, para nós, nunca foi simplesmente sobre contar dias.
Foi também sobre aprender a viver uma decisão como casal.
Dez anos depois
Se alguém me perguntasse hoje qual foi a maior mudança provocada por essa experiência, eu provavelmente não responderia apenas que aprendemos uma maneira diferente de acompanhar o ciclo.
Minha esposa passou a compreender melhor aquilo que acontecia em seu corpo.
Eu passei a participar de uma dimensão da nossa vida que poderia facilmente ter permanecido apenas como responsabilidade dela.
E aprendemos que fertilidade, sexualidade e planejamento familiar não precisavam ser assuntos individuais dentro do casamento.
Podiam ser assuntos nossos.
Continuamos sendo um casal real.
Continuamos encontrando desafios.
Mas existe uma grande diferença entre o homem que começou essa caminhada com dificuldade para compreender até mesmo as regras e o homem que hoje consegue olhar para trás e perceber aquilo que todo esse processo produziu em nossa relação.
Nós não aprendemos apenas mais sobre o ciclo.
Aprendemos mais um sobre o outro.
E o Natus acabou realizando um sonho que ficou esperando
Talvez seja por isso que eu tenha uma relação um pouco diferente com o Natus.
Ele não nasceu apenas porque um dia identifiquei uma oportunidade de mercado.
Nasceu das nossas tentativas de encontrar uma forma de viver o planejamento familiar.
Da tabelinha.
Do aprendizado.
Da dificuldade com a abstinência.
Do desconforto de compartilhar informações íntimas.
Da experiência de acompanhar o ciclo durante anos.
Da decisão de buscar nosso segundo filho.
Daquela antiga tentativa de aprender programação para construir alguma coisa que eu ainda não tinha capacidade de terminar.
E, muitos anos depois, de uma pergunta simples feita pela minha esposa:
“Você tem algum aplicativo para eu registrar isso?”
Dessa vez, eu finalmente podia responder:
“Ainda não. Mas posso construir.”
E construí.
Para mim, o Natus é também isso:
um projeto que ficou guardado durante anos até que experiência, tecnologia e propósito finalmente se encontrassem.
Conheça o Natus
O Natus é um espaço privado para registrar e organizar observações do ciclo, consultar o histórico e compartilhar o acompanhamento somente com pessoas autorizadas.
O aplicativo não prevê ovulação, não determina automaticamente dias férteis ou inférteis e não substitui a aprendizagem de um método ou o acompanhamento profissional.
Sua proposta é mais simples:
ajudar a registrar com clareza aquilo que foi realmente observado e manter com a pessoa o controle sobre seus próprios registros.
Conhecer o Natus →
Sobre este relato
Este texto apresenta uma experiência pessoal do autor e de sua esposa ao longo de aproximadamente dez anos.
As referências a medicamentos, sintomas, gravidez e planejamento familiar descrevem exclusivamente a experiência vivida pelo casal e não constituem orientação médica nem garantia de resultados para outras pessoas.
O aprendizado e a aplicação do Método de Ovulação Billings® devem ser realizados com fontes oficiais e acompanhamento adequado.
O Natus é uma ferramenta independente de registro e organização e não substitui orientação profissional ou formação específica em métodos de reconhecimento da fertilidade.
Guilherme Silva *Desenvolvedor do Natus*




